@MASTERSTHESIS{ 2021:1591656073, title = {Associação entre o uso não prescrito de nootrópicos e qualidade do sono em estudantes de medicina}, year = {2021}, url = "http://tede2.unifenas.br:8080/jspui/handle/jspui/327", abstract = "A proporção de qualidade do sono ruim entre estudantes de medicina é alta quando comparada com estudantes universitários de outras áreas. Outro dado é que o uso de nootrópicos de maneira não prescrita é uma prática frequente entre estudantes de medicina que buscam melhorar sua performance nos estudos e na vida em geral. Mesmo com o aumento de publicações a respeito desse tema, ainda há lacunas na área, principalmente em relação ao impacto do uso de nootrópicos na qualidade do sono, a relação entre a associação da qualidade do sono e a percepção do aluno sobre o curso, o impacto sobre a satisfação com a escolha profissional, aquisição de habilidades no curso bem como o sentimento de abandonar o curso. Objetivo: analisar a qualidade do sono do estudante de medicina em uma universidade privada e sua associação com o uso não prescrito de nootrópicos (metilfenidato, lisdexanfetamina e modafinil). Métodos: a qualidade do sono foi analisada utilizando-se o questionário de Pittsburgh. Usou-se também questionário sociodemográfico para identificação psicossocial dos participantes e o uso de nootrópicos. Resultados: responderam ao questionário 362 alunos, o que corresponde a 30% do total da universidade. Os níveis médios de PSQI global em estudantes com uso recente não prescrito de nootrópicos foi semelhante ao observado para estudantes que nunca usaram nootrópicos (7,76 vs. 7,73; P=0,96). A análise do PSQI por domínio específico também não mostrou diferença estatisticamente significativa para nenhum domínio. Observou-se que 23,6% das mulheres e 33,9% dos homens tiveram boa qualidade do sono, sendo essa diferença estatisticamente significativa. O uso de 6 doses ou mais de bebida alcoólica esteve relacionado com níveis mais altos do PSQI (7,47 vs. 8,19 P=0,047). Alunos com qualidade do sono ruim apresentaram menor satisfação com a escolha profissional {OR (IC95%) 1,84 (1,09-3,11)}, menor percepção de aquisição de habilidades {OR (IC95%) 1,96 (1,16-3,31)} e maior proporção de pensamentos relacionados a abandonar o curso {OR (IC95%) 0,46 (0,27-0,77)}. O uso recente e não prescrito de nootrópicos esteve associado ao uso de maconha e ao desejo de abandonar o curso. Conclusão: a qualidade do sono foi pior no sexo feminino e naqueles com maior ingestão de álcool; esteve associada à menor satisfação com escolha profissional e desejo de abandono do curso. Não se encontrou associação entre uso não prescrito de nootrópicos e qualidade do sono em estudantes de medicina.", publisher = {Universidade José do Rosário Vellano}, scholl = {Programa de Mestrado em Ensino em Saúde}, note = {Pós-Graduação} }