@MASTERSTHESIS{ 2021:382085523, title = {Perfil sociodemográfico da formação profissional e do trabalho dos médicos que atuam em cuidados paliativos no Brasil}, year = {2021}, url = "http://tede2.unifenas.br:8080/jspui/handle/jspui/332", abstract = "Cuidado Paliativo é o modelo multidisciplinar de atenção à saúde que busca proporcionar o conforto do paciente que apresenta uma doença que ameaça sua vida. Objetivos: Traçar o perfil do médico que atua em Cuidados Paliativos no Brasil; identificar seu perfil sociodemográfico; sua formação profissional e sua atividade atual de trabalho. Métodos: Trata-se de uma pesquisa do tipo Survey, de recorte transversal, descritiva e exploratória, de abordagem quantitativa. Foi aplicado um questionário on-line aos médicos que atuam em Cuidados Paliativos no Brasil. Com ou sem área de atuação comprovada. Resultados: Participaram do estudo 163 médicos, sendo a maioria do sexo feminino (71,8%), com idade entre 30 e 49 anos (77,9%), casados (76,7%), moradores da região Sudeste do país (60,7%), com remuneração semelhante à média salarial dos médicos do país. A maior parte dos médicos concluiu o curso de medicina após os anos 2000 (72,2%), graduados em escola pública (54%). As especialidades médicas mais frequentes exercidas pelos participantes foram: Clínica Médica (39,4%), Geriatria (21,7%), Medicina de Família e Comunidade (8,4%). Um total de 75,5% dos participantes tem área de atuação comprovada em Medicina Paliativa, sendo que a maior parcela obteve o título por meio da prova de título de suficiência (62,6%). Apenas 11,7% dos participantes decidiram trabalhar com Cuidados Paliativos durante a graduação médica, havendo tendência da decisão por atuar na área durante a especialização ou residência de outras áreas médicas. Observou-se que a maioria da população estudada possuía menos de 10 anos de experiência de trabalho em Cuidados Paliativos (72,2%). Na prática profissional da área, 83,6% dos médicos possuem uma equipe multiprofissional de apoio. Somente 22,4% dos participantes atuam exclusivamente em Medicina Paliativa. Os participantes relataram que atuam em diferentes níveis de assistência, sendo o nível hospitalar o predominante. Um total de 76,7% dos médicos atua em alguma atividade de ensino em Cuidados Paliativos. A satisfação pessoal e o desejo de cuidar do outro foram os principais motivos citados para esses profissionais trabalharem na área. Em relação ao grau de satisfação pessoal, nenhum participante respondeu estar "muito satisfeito" em atuar como médico paliativista, 59,8% se consideram "satisfeitos" e 38,8% disseram estarem "pouco satisfeitos". A grande maioria dos participantes consideram que trabalhar com assistência paliativa gera algum impacto na sua saúde mental (85,7%). Conclusão: A Medicina Paliativa é uma área de atuação médica reconhecida recentemente no país, sendo fundamental o conhecimento detalhado do médico que trabalha nesta área. Incentivar um maior espaço do ensino em Cuidados Paliativos na educação médica, principalmente durante a graduação; ampliar o acesso para os médicos de mais especialidades para a obtenção de título de área de atuação em Medicina Paliativa e buscar um ambiente de trabalho favorável para os médicos nos serviços paliativos, com recursos técnicos adequados e com foco na sua integridade psicológica, podem ser pontos importantes na consolidação desta nova área de atuação no país. Mais estudos que detalhem sobre a satisfação do profissional em atuar na assistência paliativa são relevantes para este contexto.", publisher = {Universidade José do Rosário Vellano}, scholl = {Programa de Mestrado em Ensino em Saúde}, note = {Pós-Graduação} }